20/12/22

Apresentação

Há muito que desejo fazer um blogue sobre a língua portuguesa, não para tirar dúvidas, porque me falta autoridade, mas para as levantar. Interessa-me falar sobre as minhas próprias dúvidas, as minhas hesitações, aquilo que ignoro, aproveitando para reflectir sobre o erro, o seu significado e importância. Não pretendo fazer loas ao erro, mas realçar a vitalidade que ele imprime à língua. 

Há erros abomináveis, que provocam doenças e deformações; há erros inofensivos, que só chateiam os canónicos e puristas; e há erros deliciosos, que surgem tanto na literatura como nas intermináveis e anónimas conversas do dia-a-dia para desorientar a gramática. Falar dos erros pode significar escolher os erros de que mais gostamos.

Há ainda, e sobretudo, o que não está certo nem errado, o que tanto pode ser feito de uma maneira como de outra, ou o que nos obriga a fazer escolhas, mais ou menos controversas. Falar dos erros pode significar tolerância. 

Há, por fim, o que é erro, e deixou de ser... E aqui julgo que falamos do difícil equilíbrio entre a perda e o benefício.

[Mário Azevedo]

Sem comentários:

Enviar um comentário

Um erro aceitável?

 «Fiambre, por favor!» «Quanto?» «Duzentas gramas.» Ups, asneira. Nunca me lembro, só dou por ela quando o mal está feito. O que vale é que ...